Ano 0
No. irrelevante
Ed. qualquer
Nada mais
Periódico irregular
Tiragem: 0
R$ 00,00
Gato por lebre

ESPAÇO VAZIO

Nada

Perfil Vazio

Cuidado!

D. L. B., jovem de boa família, 24 anos, foi visto pela última vez nas redondezas da cidade de Natal, estado do Rio Grande do Norte, Brasil, portando uma arma perigosa: nada. Se você tiver alguma infromação sobre esse sujeito, favor avisar as autoridades locais para que se tomem providências urgentes.

Referências

Impeachment!

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PRIMEIRA PÁGINA

Perda de Identidade Agora é Crime

Segunda Via Pode Custar Caro

Philip K. Dick, autor do livro "Do androids dream of electric sheep?" que foi adaptado para o cinema sob o título "Blade Runner", escreveu sua ficção científica sob um cenário que prenunciava o gênero Cyberpunk (cujo ápice é o já famoso livro de William Gibson "Neuromancer"). No entanto, pelo que eu li até agora de Dick (apenas contos), não é a tecnologia, nem mesmo a ciência, o foco principal de sua narrativa (embora, logicamente, se constitua parte indispensável do cenário), mas a <b>experiência</b> dos personagens, frente aos embaraços das tecnologias, das ciências, das condições desse mundo futuro.

No conto "Impostor", escrito em 1953 (que por sinal virou um filme "ruinzinho" em 2002), o dilema é um já muito explorado, mas não esgotado, por diversos autores em filmes, livros ou quadrinhos: o da crise (ou mesmo perda) de identidade. A Terra, envolvida numa guerra contra Alpha Centauro, infelizmente está na desvantagem. Os terráqueos  conseguem criar um campo de força ao redor do planeta, impedindo a derrota. Agora trabalham para construir uma arma que defina a vitória da Terra. Um cientista, que trabalha nesse projeto, é acusado de ser um robô espião alienígena, que teria sido enviado para tomar o seu lugar e frustrar as pesquisas terráqueas. O cientista então faz de tudo para provar que não é o espião, e sim o "original". Foge da polícia, do serviço de investigação, e enfim encontra a nave alienígena, destruída, num vale próximo à cidade. Lá, ele mostra aos investigadores o que sobrou do robô, cuja aparência é idêntica à sua. Porém, ao ver mais de perto, percebe que aquele ali deitado é na verdade um homem. Morto. E então, ocorre a crise, ou melhor, a perda de identidade.

O ponto maior da história não é o fato de a Terra estar em guerra, ou a pressa na construção de uma tecnologia bélica para derrotar o inimigo. Na verdade, o conto começa com o cientista pensando em tirar férias, cansado dessa história de guerra e pesquisa. O ponto maior é justamente a experiência desse cientista: "serei eu um robô ou um homem? Um homem, claro, eu tenho minhas memórias, elas são uma prova. Mas poderia um robô ter memórias implantadas? Não, não é possível, tenho certeza, eu SEI que sou o original. Mas... será?" Esse tema está presente num filme protagonizado por Arnold Schwarzenegger, "O Sexto Dia" (lançado no ano 2000), em que um clone do protagonista entra em crise ao descobrir que não é o indivíduo original. Essa me parece uma crise da qual homem nenhum (ou mulher nenhuma) pudesse escapar ileso, pois as certezas, as convicções, são em geral aquilo a que mais nos prendemos para nos definir como indivíduos.

Se eu pudesse categorizar esse tipo de literatura, diria que Philip Dick fazia Ficção Científica Psicológica. Mas, que se dane, eu posso! Ele fazia Ficção Científica Psicológica!


Esvaziado por Humano às 19h01


Enlouqueça mais alguém

Praga de Macacos Invade Cidades

ALERTA SANITÁRIO É LANÇADO PELOS GOVERNOS FEDERAIS

Mais ou menos no estilo do curta-metragem brasileiro "Ilha das Flores" (dir. Jorge Furtado, 1989), há um video na internet chamado "Dancem, macacos, dancem", baseado num texto de um tal Ernest Cline. O video mostra diversas imagens da nossa nem sempre querida humanidade, e conclui o que, afinal, todos nós somos: macacos. Nada mais que macacos. Numa visão amplificada, o texto dá-nos a idéia de que não somos absolutamente nada demais, enquanto que há na vida e no mundo coisas muito mais importantes. Nós tentamos complicar o que na verdade é muito simples. Tentamos nos definir, nos distinguir, nos segregar, nos destruir. Mas para que? O video é bem humorado e sem pretensão! Recomendo que assistam. Pode ser encontrado no website You Tube [www.youtube.com], ou em outros quaisquer, via qualquer sistema de busca. O link direto é: [http://www.youtube.com/watch?v=iuJ_XRjDRQU&search=dancem%20macacos]


Esvaziado por Humano às 19h52


Enlouqueça mais alguém

Bond Mata Cidadão Indefeso

LICENÇA PARA MATAR É QUESTIONADA

Não o James Bond. Outro Bond.

Em crônicas e jornais dos fins do século XIX (não só no Brasil, mas em vários países da Europa e nos Estados Unidos), encontramos notícias de atropelamentos de pessoas por bondes elétricos, nas vias públicas urbanas. Para nós, que não nos surpreendemos mais com atropelamentos por carros nos dias de hoje, essas sobre os bondes podem não parecer, a princípio, nada de mais. Olhemos um pouco mais de perto.

Aquele era um mundo urbano que saía recentemente de um longo período de relações sociais tradicionais, de ritmos de vida relativamente calmos e sem grandes transformações repentinas. A partir de 1870, com as grandes descobertas científicas e a chamada "segunda revolução industrial", as relações sociais sofrem mudanças rápidas, o ritmo de vida se acelera vertiginosamente, as cidades são ampliadas e se apinham de gente. Surgem as massas.

Uma das inovações introduzidas nas cidades era o transporte público conhecido como bonde elétrico. Percorrendo os trilhos nas vias públicas das cidades a 30 quilômetros por hora em média (não atingindo mais de 40 km/h em seus extremos mais rápidos), foram igualmente vistos como um bom presente e uma má aquisição para o bem estar das pessoas. As opiniões divergiam. Os que viam esse transporte como um problema, em geral o descreviam como uma máquina mortal, correndo a velocidades extremamente rápidas, pondo a vida dos transeuntes em risco constante. De fato, muitos casos de atropelamentos foram registrados, não só de pessoas idosas que andavam com dificuldade, mas de pessoas jovens que, distraídas, eram levadas pelo veículo, arrastadas pelos trilhos, mutiladas até viraram destroços desmembrados ou papas de carne e sangue sem forma.

Isso pode parecer surpreendente nos dias de hoje. Afinal, comparando às vias de hoje, repletas de carros que correm a velocidades muito superiores à atingida pelos antigos bondes, as ruas de antigamente possuíam muito poucos veículos circulando (embora para a época fossem muitos, afinal representaram uma ruptura no ritmo de vida ao qual estavam acostumados os cidadãos), e mesmo assim seus percursos eram bem definidos pelos trilhos visíveis na via.

Pareceu-me estranho, numa primeira vista, que fosse possível ser atropelado por um vagão grande, barulhento, lento e de percurso fixo. Mas, olhando bem, os últimos anos daqueles mil e oitocentos viveram rupturas repentinas nos modos de ver, de sentir e de agir. Donde se chega à conclusão de que, acostumados a um mundo sem grandes estímulos "nervosos" e de cotidiano relativamente calmo, entrando numa era de hiperestimulação, de aceleração de ritmos de vida, de correrias, de cartazes para todos os lados, de multidões gigantescas e anônimas, de feiras e, enfim, pouco sossego, não seria de uma hora para outra que os reflexos e reações se acostumassem à velocidade industrial dessa nova época, muito embora tenha sido praticamente de uma hora para outra a aceleração e a introdução dessa hiperestimulação no cotidiano das grandes cidades. Um bonde, portanto, vindo a meros 30 km/h em nossa direção, naqueles tempos, era como um belo carro correndo a 100 por hora direto na nossa cara!


Esvaziado por Humano às 00h33


Enlouqueça mais alguém

Teste de Nada

Aqui não tem nada.

Ainda.


Esvaziado por Humano às 22h25


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Vasculhe o Nada

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